segunda-feira, 11 de novembro de 2019

VOLEIBOL
O voleibol ou vôlei é um esporte praticado entre duas equipes numa quadra retangular (aberta ou fechada). Ela é dividida por uma rede colocada verticalmente sobre a linha central.
O voleibol é jogado com uma bola e inclui diversos passes com as mãos. O objetivo principal é lançar a bola por cima da rede e fazê-la tocar no chão do adversário.
Na nova nomenclatura dos esportes, o voleibol é um esporte de rede/divisória. São aquelas modalidades nas quais se arremessa, lança ou se bate na bola ou peteca em direção à quadra adversária (sobre a rede ou contra uma parede) de tal forma que o rival não consiga devolvê-la, ou a devolva fora de nosso campo ou pelo menos tenha dificuldades para devolvê-la.


HISTÓRIA DO VOLEIBOL

O voleibol surgiu nos Estados Unidos em 1895. Seu criador foi o estadunidense William George Morgan (1870-1942). Na época, Morgan era chefe de Educação Física da “Associação Cristã de Moços” (ACM) em Massachusetts.
Sua ideia era criar um esporte que tivesse pouco impacto e contato físico entre os adversários, com o intuito de evitar lesões.
Primeiramente, o esporte foi chamado de “mintonette” e, pouco depois, de “volley ball”. Cinco anos após sua criação, o jogo foi levado para o Canadá e, mais tarde, conquistou outros países do mundo.
Na década de 40, o voleibol já era reconhecido mundialmente. Sendo assim, em 1947, em Paris, na França, foi fundada a Fédération Internationale de Volleyball (FIVB) - Federação Internacional de Voleibol, em português. Esse órgão é até hoje responsável por coordenar e organizar as atividades relacionadas com esse esporte.
Em 1949, aconteceu o primeiro campeonato mundial de voleibol para homens na Checoslováquia, no qual a Rússia saiu campeã. Três anos mais tarde, esse campeonato já incluiu o voleibol para mulheres, com vitória para o Japão.
A partir de 1964, o vôlei se tornou um esporte olímpico, o qual permanece até os dias atuais. Hoje ele possui muitas equipes e adeptos pelo mundo.


O vôlei de quadra é formado por duas equipes com 6 jogadores em cada. No total, são 12 jogadores. Existem ainda 6 jogadores reserva.

Fundamentos do voleibol

Os fundamentos do vôlei estão baseados nos:
  • Saques
  • Passes
  • Levantamentos
  • Ataques
  • Bloqueios
Cada jogada do vôlei tem início com os saques. O sacador, como é chamado o jogador que lança a bola, tem que arremessar a bola por cima da rede e dentro da quadra de seu adversário.
Se ele ultrapassar o limite, a bola vai retornar para seu adversário sacar. Note que quando a bola toca no chão do time adversário, ocorre a marcação de pontos.
A chamada “zona de saque” representa o local onde o jogador (sacador) deve permanecer para lançar a bola. Trata-se de uma área de 9 metros de largura situada após cada linha de fundo.
Após o saque, tem-se os passes de bolas. Ou seja, os movimentos realizados entre os jogadores que recebem a bola. O passe mais comum e conhecido é a manchete. Esse passe é realizado com as mãos unidas.
SAQUE
TOQUE
MANCHETE


CORTADA


BLOQUEIO

Os levantadores são os jogadores responsáveis por receberem os passes. Como o próprio nome já indica, eles levantam a bola com a ponta dos dedos. Em seguida, passam aos atacantes que tentam marcar ponto ao lançar para o campo adversário.
Os atacantes colocam muita força na jogada e com um grande salto objetivam tocar o chão da equipe adversária para fazer o ponto.
Os adversários podem, no entanto, realizar um bloqueio ou defesa para que a bola volte e toque no chão da equipe que atacou.
Observe que os bloqueios são realizados por dois ou mais jogadores que estão posicionados próximos da rede. Sendo assim, para se defender contra o ataque do adversário eles saltam no mesmo momento.

Regras do voleibol

As principais regras do vôlei são:
  • Cada equipe possui um técnico;
  • Uma partida é constituída de 5 sets;
  • Não existe tempo pré-determinado para cada set;
  • Cada set tem um máximo de 25 pontos com uma diferença mínima de 2 pontos;
  • Em caso de empate no set no final (24 x 24), a partida continua até que a diferença de dois pontos seja atingida (26 x 24, 27 x 25, etc.);
  • Após o saque, a equipe só pode tocar três vezes na bola;
  • Ganha a equipe que vencer três sets;
  • Se houver empate nos sets (2x2) o 5º set será decisivo. No quinto set, o chamado tie-break, a equipe que alcançar 15 pontos, com dois pontos de diferença adversário, vence. Não havendo a diferença, o set prossegue até que uma das equipes consiga alcançar os dois pontos de vantagem.

Posições do voleibol

Cada jogador tem uma posição dentro da quadra, a qual apresenta uma ordem de rotação:
  • 3 jogadores posicionam-se perto da rede;
  • 3 jogadores posicionam-se na linha de trás






Rodízio

Na lógica do voleibol, a quadra possui seis posições, três na zona de ataque e três na zona
de defesa. O “rodízio” é o movimento dos jogadores no sentido horário por todas as  posições e ocorre toda vez que a equipe que não está de posse do saque converte um ponto. O objetivo do rodízio é que todos os jogadores saquem (o que ocorre quando um jogador chega na posição 1) e que todos os jogadores ocupem as seis posições da quadra.



O líbero




A introdução do líbero na dinâmica do voleibol ocorreu ao final da década de 1990. O objetivo principal foi tornar as disputas por cada parte mais longas, por isso, o líbero geralmente se posiciona no fundo da quadra, e é responsável pela recepção e defesa. O líbero somente pode usar o “toque por cima” quando está posicionado atrás da linha de 3 metros, caso contrário é necessário utilizar a “manchete” ou rebater a bola abaixo do limite da rede. 

Algumas regras se aplicam exclusivamente ao líbero: 



  • Usar uniforme diferente do dos demais jogadores, 

  • Não sacar, atacar e bloquear, 

  • Não ser o capitão da equipe. 

  • As substituições do líbero não contam no limite permitido para cada time, nem precisam ser informadas aos árbitros. 

  • Em geral, o líbero se coloca na posição "6" do rodizio. 

QUADRA


O voleibol é uma modalidade de “fronteiras definidas”, com uma peculiaridade que
os outros esportes coletivos, como handebol, futsal e basquetebol, não têm. Há uma rede
bem no meio da quadra delimitando o campo de atuação dos times que participam da
disputa. Cada um deles defende seu território. As estratégias utilizadas não se referem
à invasão do território oposto (que, aliás, é proibida), como acontece em outras modalidades, mas sim à arquitetura da jogada, que deve ser construída, coletivamente, no próprio território a partir da colaboração específica dos jogadores.




Currículo do Estado de São Paulo - caderno do professor 2014

Voleibol sentado




Também chamado de voleibol adaptado, o voleibol sentado é um esporte Paraolímpico, que pode ser praticado tanto por equipes masculinas, quanto por equipes femininas.
Sua prática é responsável, principalmente, pela integração social das pessoas que possuem deficiência. Além disso, é uma oportunidade para que elas possam praticar uma modalidade esportiva.
O voleibol sentado surgiu na década de 50, em  junção do esporte convencional, com o sitzbal. Este último é um esporte alemão praticado por pessoas com mobilidade reduzida. Entretanto, a principal diferença é que ele não possuí redes.

Em 1956, unindo as duas modalidades, mas com predominância das regras do voleibol, o vôlei sentado começou a ser praticado.

Leia mais sobre a história do voleibol sentado em https://escolaeducacao.com.br/voleibol-sentado/


Regras do Voleibol Sentado

Apesar de guardar muitas semelhanças em relação ao vôlei tradicional, esta modalidade possui várias especificidades. Confira quais são as principais regras do voleibol sentado:
  • Podem competir na modalidade: amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral ou com outros tipos de deficiência locomotora;
  • As partidas são disputadas por duas equipes, cada uma delas com seis jogadores em campo. Estes são divididos em jogadores de ataque, defesa e o líbero;
  • Cada uma delas tem, ainda, seis jogadores reservas;
  • Entre os 12 jogadores de cada time, somente dois podem ter “inabilidade mínima”, sendo que somente um pode estar em campo;
  • Vence o jogo quem vencer o maior número de sets;
  • Não é permitido bater na bola sem estar sentado;
  • Cada equipe pode tocar na bola somente três vezes antes de passá-la para o campo adversário;
  • A partida é disputada em cinco sets. Vence a partida quem fizer três sets primeiro;
  • Em caso de empates dos sets (2×2), o último set será decisivo. Ele é chamado de tie-break;
  • Os sets possuem 25 pontos corridos e o tie-break 15 pontos;
  • Assim como no voleibol convencional, para vencer o set, é necessário, além dos 25 pontos, marcar dois pontos de diferença;
  • A equipe de arbitragem é composta por:
  • Dois árbitros que são responsáveis por fiscalizar todas as jogadas;
  • Dois auxiliares, que ficam nas extremidades da quadra para averiguar as linhas;
  • Dois marcadores cuja responsabilidade é assinar os pontos da partida.

Quadra do Voleibol Sentado

A quadra para a prática da modalidade mede 10 metros de comprimento, por seis metros de largura. As linhas de ataque estão posicionadas a dois metros do centro do campo.
Dimensões da quadra de voleibol sentado
Assim como no vôlei tradicional, dividindo a quadra, há uma rede. Esta, por sua vez, é posicionada em alturas diferentes, dependendo se a competição é masculina ou feminina. Para homens, a altura é de 1,15 metros, enquanto para mulheres, a rede fica a 1,05 metros do chão.
Assista ao vídeo de como se joga o voleibol sentado
"O que eles comemoram em pé, conquistaram sentados."
Exemplo de garra, determinação e superação.

Quer conhecer mais sobre esse esporte, acesse: 




domingo, 13 de outubro de 2019

DIFERENÇAS ENTRE TIPOS DE ESPORTE


Estamos acostumados a dividir os esportes em coletivos ou individuais, com ou sem aparelhos, femininos ou masculinos. São divisões tradicionais.
Hoje, falaremos das subdivisões dos esportes, ou melhor dizendo, da classificação dos esportes. São elas:


  • Marca: conjunto de modalidades que se caracterizam por comparar os resultados registrados em segundos, metros ou quilos (patinação de velocidade, todas as provas do atletismo, remo, ciclismo, levantamento de peso etc.).
    Atletismo
  • Precisão: conjunto de modalidades que se caracterizam por arremessar/lançar um objeto na direção de um alvo específico, estático ou em movimento; compara-se o número de tentativas empreendidas, a pontuação estabelecida em cada tentativa (maior ou menor do que a do adversário) ou a proximidade do objeto arremessado ao alvo (mais perto ou mais longe do que o adversário conseguiu deixar), como nos seguintes casos: bocha, curling, golfe, tiro com arco, tiro esportivo etc.
    Golfe
  • • Técnico-combinatório: reúne modalidades nas quais o resultado da ação motora é comparado à qualidade do movimento segundo padrões técnico-combinatórios (ginástica artística, ginástica rítmica, nado sincronizado, patinação artística, saltos ornamentais etc.). 
    Ginástica Ritmica 
  • Rede/quadra dividida ou parede de rebote: reúne modalidades que se caracterizam por arremessar, lançar ou rebater a bola em direção a setores da quadra adversária nos quais o rival seja incapaz de devolvê-la da mesma forma ou que leve o adversário a cometer um erro dentro do período em que o objeto do jogo está em movimento. Alguns exemplos de esportes de rede são voleibol, vôlei de praia, tênis de campo, tênis de mesa, badminton e peteca. Já os esportes de parede incluem pelota basca, raquetebol, squash etc.
    Voleibol
  • Campo e taco: categoria que reúne as modalidades que se caracterizam por rebater a bola lançada pelo adversário o mais longe possível para tentar percorrer o maior número de vezes as bases ou a maior distância possível entre as bases, enquanto os defensores não recuperam o controle da bola, e, assim, somar pontos (beisebol, críquete, softbol etc).
    Beisebol
  • Invasão ou territorial: conjunto de modalidades que se caracterizam por comparar a capacidade de uma equipe ao introduzir ou levar uma bola (ou outro objeto) a uma meta ou setor da quadra/campo defendida pelos adversários (gol, cesta, touchdown etc), protegendo, simultaneamente, o próprio alvo, meta ou setor do campo (basquetebol, frisbee, futebol, futsal, futebol americano, handebol, hóquei sobre grama, polo aquático, rúgbi etc.).
    Handebol
  • Combate: reúne modalidades caracterizadas com disputas nas quais o oponente deve ser subjugado com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço, por meio de combinações de ações de ataque e defesa (judô, boxe, esgrima, taekwondo etc).
    Taekwondo

    Judô
    Qual é o esporte que você mais gosta?
  • referências: https://www.efdeportes.com/efd71/
  • quarta-feira, 2 de outubro de 2019


    Reflexões sobre a ética no futebol: sobre o fairplay e o dinheiro
    Barão de Coubertin - Criador dos Jogos Olímpicos modernos e responsável pela difusão do Fairplay



    Falar sobre o futebol no Brasil é fácil, já que todo mundo sabe pelo menos do que se trata. A frase “no Brasil, todo mundo é técnico de futebol” expressa bem a força com que esse esporte alcança as pessoas aqui em nosso país. Mas e falar da ética no futebol? O que envolve essa ética? Este texto pretende introduzir o conceito de ética e analisar de que forma essa ética influencia os mais diversos alcances do futebol.

    Entende-se por ética quaisquer regras que são dadas de modo normativo. Ou seja, existem normas de conduta que uma pessoa deve seguir que variam de sociedade para sociedade, e que ao agir de acordo com essas normas, fazem com que essa pessoa aja de modo ético. Portanto, falar de ética significa falar de uma ação que é guiada por um padrão construído socialmente. A partir desse conceito, faz-se interessante pensar sobre como a ética “casa” com o futebol nas suas mais diversas partes: durante a partida; na relação entre os jogadores; na relação entre os jogadores e técnico; entre as equipes; com o juiz; com os patrocinadores dos times.
    Talvez a manifestação mais expressiva da ética no futebol seja a introdução do “fairplay”. Fairplay significa “jogo limpo” e foi difundido pelo Barão de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos modernos, a partir dos ideais aristocráticos ingleses de lealdade e honra. Bem, a partir dos elementos lealdade, honra e jogo limpo já dá para imaginarmos o que fairplay significa na prática: honestidade na execução da tarefa e respeito pelo adversário. Entregar a bola para o adversário, quando o juiz marca em prol do seu time, é um exemplo bastante comum da prática do fairplay em campo. Outro exemplo menos usual é o jogador assumir quando comete uma falta, pedindo desculpas para o adversário e ajudando-o a se levantar.
    A ideia do fairplay é bastante bonita, pois procura tratar o esporte como uma prática lúdica, que remete ao prazer de jogar. No entanto, vivemos em mundo capitalista em que o dinheiro e a profissionalização norteiam essa prática. Você já deve ter ouvido seus pais ou avôs comentando que os jogadores de hoje não têm ética; que bons eram os de antigamente que não pensavam em dinheiro: gostavam de jogar e entravam em campo para ganhar. Ou ouvido sobre o caso do Garrincha que nem queria saber contra quem ele estava jogando. Histórias como essas eram muito comuns e cabiam naquele contexto histórico.
    Hoje, com a extrema profissionalização e, junto com ela os super salários, muitos jogadores têm medo de se machucar, jogando de modo mais cauteloso. Alguns até colocam suas pernas no seguro... Mas, voltando ao assunto, é correto dizer que hoje os atletas de futebol não atuam com ética? Se sua análise for racional, perceberá que eles atuam com ética sim, haja vista que fazem tudo o que é exigido deles. O que é preciso lembrar é que atletas são profissionais e que “jogar com o coração”, embora faça o esporte ficar mais bonito e apaixonante, não é uma exigência de contrato e, portanto, a falta com esse item não faz com que o jogador seja menos ético no exercício de sua profissão.
    Tudo isso faz com que cheguemos a uma conclusão: o futebol talvez seja o esporte que mais esteja próximo de se tornar uma mercadoria: o jogador é “vendido” ou “comprado”; os preços dos ingressos são abusivos; assim como as camisas oficiais. Nesta época de copa do mundo, o futebol fica ainda mais comerciável: álbum de figurinhas da copa; lanchonete oficial da copa; pipoca oficial da copa; refrigerante oficial da copa; cerveja oficial da copa...
    Restam então as perguntas: Qual é a ética existente no uso do jogador como mercadoria? E no uso de um esporte e de um campeonato (como é o caso da Copa do Mundo) como instrumento de marketing é uma ação conduzida eticamente? Enfim, também não tenho respostas, mas vale a pena a reflexão!
    Por Paula Rondinelli
    Colaboradora Brasil Escola
    Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
    Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
    Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP

    quarta-feira, 21 de agosto de 2019

    BEISEBOL

    O beisebol é uma das principais modalidades esportivas praticadas no mundo, principalmente nos Estados Unidos da América.
    Esse esporte também se popularizou em Cuba, no Japão, em Porto Rico, na Venezuela e em vários outros países da América Central
    e do Caribe. A partir das últimas décadas do século XIX, essa modalidade difundiu-se dos Estados Unidos para várias partes do mundo, ganhando milhares de praticantes.
    O beisebol foi criado por Abner Doubleday, nos Estados Unidos, em 1839. Há quem diga que o esporte tem raízes na Inglaterra, e que já em 1700 era praticado por jovens nos fins de semana. O beisebol foi levado ao Japão pelos professores norte-americanos Holles Wilson e Madjett, que lecionavam na Universidade de Tóquio, em 1873. Depois disso, o esporte passou a ser difundido pela América Central e pela Europa, ganhando muitos adeptos e praticantes pelo mundo afora (OI, 1996).
    Sabe-se que o beisebol foi introduzido no Brasil por americanos que trabalhavam em empresas como a antiga Light e a Companhia
    Telefônica, e também pelos funcionários do Consulado Geral dos Estados Unidos, que praticavam a modalidade como forma de lazer
    aos fins de semana. Oi (1996) relata que, já na década de 1920, existia uma liga de beisebol comandada por um diretor da Companhia Telefônica.
    Apesar de não serem os que trouxeram o beisebol ao nosso país, os japoneses foram os grandes responsáveis pela sua difusão em terras
    brasileiras. Devido a esse processo, grande parte dos ídolos brasileiros é descendente de japoneses, o que é motivo de alegria para a grande população japonesa aqui residente.



    BEISEBOL OU BASEBALL?

     É possível perceber que a grafia utilizada aqui no Brasil é Beisebol, diferente de outros países, que em sua grande maioria, utilizam a grafia de origem inglesa, Baseball.
    A palavra Baseball, por si só, em tradução livre, seria algo  relacionado à bola e às bases, indicando os possíveis caminhos para um dos seus maiores objetivos: rebater a bola e correr pelas bases localizadas no campo.




    Dinâmica geral do beisebol
    Para entendermos como se pratica o beisebol, é preciso conhecer algumas de suas principais características. A primeira delas é que, nesse esporte, cada equipe tem seus tempos de ataque e defesa separados. A partida somente acaba quando é completada a disputa de nove ataques e nove defesas. Cada conjunto de ataque/defesa é denominado inning, o que seria equivalente ao set do vôlei, e cada equipe deve ter nove jogadores.




    O campo de beisebol tem o formato de um diamante e tem uma área equivalente a ¼ de um círculo com 120 metros de raio. Essa área é dividida em duas partes: o

    jardim externo e o interno.

    Conheça um pouco do vocabulário do beisebol:

    a) inning: Entrada.
    b) bat: Taco ou bastão de beisebol.
    c) strike: Um arremesso bem-sucedido, isto é, a bola arremessada passa na linha abaixo do ombro e acima do joelho do rebatedor e sobre a home plate.
    d) ball: Um arremesso ruim, isto é, a bola passa fora das medidas do strike, e o batedor não faz o swing (movimento com o bat ou bastão).
    e) walk: O arremessador erra quatro vezes a zona de strike ou atinge o batedor.
    f) out: Eliminado.
    g) safe: Basta pisar em uma base em que esteja um corredor para parar a jogada.
    h) fair ball: Quando a rebatida está em jogo.
    i) foul ball: Quando a rebatida não é válida.
    j) home run: Quando a bola ultrapassa os muros do fundo do campo, o jogador passa pelas quatro bases, completando o percurso e fazendo o ponto.
    k) runner: É o rebatedor que acerta a bola e passa a ser chamado de “corredor”, ou runner.


    Assista ao vídeo que ensina na prática, o jogo de beisebol:



    https://www.youtube.com/watch?v=R8_vY5mVOIY


    Assista outros vídeos sobre beisebol ou acesse a página:
    Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol.
    Disponível em: <http://www.cbbs.com.br>.
    Acesso em: 12 nov. 2013. Oferece fotos, informações
    sobre o esporte, campeonatos pelo
    país, federações etc.

    terça-feira, 20 de agosto de 2019

    Ginástica rítmica

    História

    Ao contrário da ginástica artística, a ginástica rítmica é uma prática recente na história da humanidade, tendo sido criada no início do século 20 como um novo conceito, exclusivo para as mulheres. Inicialmente chamado de ginástica moderna, o esporte nasceu de uma combinação de técnicas de movimentos, terapia respiratória, terapia de relaxamento e dança, entre outros.

    As primeiras décadas do século 20 serviram para desenvolver o novo esporte. Em 1952, foi fundada a Liga Internacional de Ginástica Moderna, cujo objetivo era disseminar a modalidade por meio de competições e demonstrações. Mas o movimento de divulgação já vinha ganhando força antes da fundação da liga. Em 1948, durante as Olimpíadas de Londres, os países que disputaram as competições de ginástica artística tiveram que participar de dois eventos da ginástica moderna por equipes: em um aparelho escolhido livremente e de mãos livres, com acompanhamento musical. Na edição seguinte dos Jogos, em 1952, em Helsinque, a ginástica moderna foi incluída como esporte de demonstração.
    Dez anos depois disso, o 41º Congresso da Federação Internacional de Ginástica reconheceu, em 1962, a ginástica moderna como modalidade independente. Em 1963, foi realizado em Budapeste, na Hungria, o 1º Campeonato Mundial. Naquele mesmo ano e até 1972, o esporte foi rebatizado de ginástica rítmica moderna. Então, no 53º Congresso da Federação Internacional de Ginástica, adotou-se a nomenclatura ginástica rítmica desportiva (GRD). Finalmente, em 2003, o nome foi reduzido para ginástica rítmica.

    No universo dos esportes, existem aqueles que são coletivos e os que são individuais. A ginástica rítmica (GR) é um esporte predominantemente individual. Ela é uma das versões competitivas da ginástica, isto é, há um conjunto de regras que precisa ser respeitado por aqueles que querem competir nessa modalidade esportiva. Essas regras estão agrupadas em um livro chamado Código de pontuação.A prática da GR destaca-se pela beleza e plasticidade dos movimentos, que aparecem de forma combinada, sempre acompanhados por música. Nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), apenas as mulheres praticam esse esporte.

    A GR é classificada como esporte individual. Nas competições, participam até três ginastas nos exercícios individuais. Cada ginasta se apresenta com quatro exercícios diferentes (coreografias). Cada exercício é feito com um aparelho. Como se trata de cinco aparelhos oficiais (bola, corda, arco, fita e maças), um não será escolhido. Cada apresentação dura de 1min15s (um minuto e quinze segundos) a 1min30s (um minuto e trinta segundos).
    A competição também tem exercícios em conjunto. Nesse caso, um grupo de cinco ginastas apresenta duas coreografias diferentes, que duram de 2min15s a 2min30s. Em um dos exercícios, as cinco ginastas se apresentam com o mesmo tipo de aparelho, por exemplo, cinco fitas para o grupo. O outro exercício da competição é realizado sempre com dois aparelhos diferentes, por exemplo, três cordas e duas bolas ou três fitas e duas bolas etc.




     As provas

    A modalidade tem seis competições:
    ginasta com arco

    ginasta com bola

    ginasta com maças

    ginasta com fita
     Exercícios em conjunto

    - Corda:o aparelho Corda para GR pode ser de sisal ou sintético, com o  comprimento variando de acordo com o tamanho da ginasta. O exercício corporal predominante no aparelho corda é o salto. 
    - Arco: o aparelho Arco para GR mede 80 a 90 cm de diâmetro e pesa no mínimo 300 gms. Não existe um exercício corporal predominante para o aparelho Arco. Deve haver um equilíbrio entre os exercícios apresentados: salto, equilíbrio, pivots, flexibilidade e ondas.
    - Bola: o aparelho Bola para a GR deve ter de 18 a 20 cm de diâmetro externo, pesar 400 gms no mínimo e ser de borracha. O exercício corporal predominante do aparelho Bola é a flexibilidade e ondas.
    - Maças: o aparelho Maças é composto de duas maças de 40 a 50 cm e ter 150 gms, no mínimo, cada uma. Cada maça deverá ter 3 cm, no máximo, na cabeça e poderá ser de madeira ou material sintético. O exercício corporal predominante do aparelho maças é o equilíbrio.
    - Fita: o aparelho Fita para a GR deve ter 6 metros no mínimo e pesar 35 gramas. A largura da Fita é de 4 a 6 cm e o material pode ser de cetim de qualquer qualidade. O estilete onde prende a Fita deve ter de 50 a 60 cm e a base deste estilete deve ter no máximo 1 cm de diâmetro. O exercício corporal predominante no aparelho Fita é o pivot.


    Curiosidades

    Só quatro nas Olimpíadas
    Apesar de a ginástica rítmica contar com cinco materiais para as apresentações (corda, arco, bola, maças e cinta), apenas quatro podem ser escolhidos para a disputa das Olimpíadas. Nos Jogos de Londres-2012, por exemplo, não houve disputas de corda.
    As regras para a realização de competições de GR, em qualquer nível, estão definidas no Código de Pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG). O Código de Pontuação da FIG pode ser adquirido através das Federações estaduais de ginástica.


    https://www.youtube.com/watch?v=u9KGnxe2Mjc&feature=player_embedded_uturn

    Apresentação do conjunto brasileiro no Panamericano em Toronto 2015 - medalha de ouro - 3 maças e 2 arcos






    Acesse também
    Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
    Site:
     www.cbginastica.com.br
    E-mail: luciene@cbginastica.com.br
    Federação Internacional de Ginástica (FIG): www.fig-gymnastics.com


    Vamos agora entender as diferenças entre os diferentes tipos de ginástica



    Nesse quadro resumo, podemos perceber as principais diferenças entre ginástica geral e ginástica de competição (Ginástica Ritmica, Ginástica Artística, e de trampolim)

    A ginástica geral engloba as ginásticas que todos podem participar. A GG configura-se, atualmente, como uma modalidade da ginástica cujo enfoque é a participação de todos e que traz o questionamento, por meio de símbolos e códigos próprios, à ginástica de competição. Os princípios da GG contrapõem-se aos estereótipos presentes nas modalidades de ginástica esportiva, pois enaltecem o gesto ginástico, lúdico e prazeroso dos participantes.
    A ginástica geral (GG) é uma manifestação que surgiu para se contrapor à ginástica de competição. Ela se baseia no princípio da criatividade e da participação de todos, independentemente das habilidades e do nível técnico dos participantes. Ela mescla diferentes modalidades da ginástica, permitindo a
    participação de pessoas de diferentes idades, homens e mulheres, com ou sem deficiência, o uso ou não de aparelhos, trabalhos individuais ou em grupo, enfim, uma diversidade muito grande de possibilidades.

    A GG tem três grandes grupos de manifestações, veja algumas delas:

    a) diferentes modalidades de ginástica contemporânea (aeróbica, por exemplo), estilos de dança, teatro e manifestações da cultura de cada país;
    b) ginástica com e sobre aparelhos, trampolim, tumbling, acrobacias, rodas ginásticas;
    c) jogos com características sociais e esportivas.
    A GG é ginástica de participação, portanto, o objetivo é “participar”.

    Uma modalidade muito divertida e que agrada os jovens é a ginástica acrobática ou de pirâmide humana. Veja alguns exemplos:




    A Ginástica Acrobática, por ter como principal característica a apresentação em par e grupo, requer um alto grau de confiança e cooperação entre os seus participantes. O nível técnico das competições, em praticamente todas as categorias, é bastante elevado. Devido a isso, os ginastas acrobáticos treinam no mínimo 3 horas por dia e 5 vezes por semana.
    É um esporte dinâmico. Desenvolve em seus participantes – homens e mulheres de todas as idades – coragem, força, coordenação motora, flexibilidade, habilidades de saltos e equilíbrio. Os acrobatas executam rotinas com a cabeça, mãos e pés dos seus parceiros, criando um esporte belo e, ao mesmo tempo, intrigante.

    As rotinas são apresentadas em um tablado de 12x12 metros e acompanhadas por música e coreografia. As séries são executada dentro de no Maximo 2 minutos e 30 segundos. Isso ajuda a enriquecer o movimento de corpo e cultura musical dos ginastas.

    Composição dos pares e grupos


    • Nas Duplas temos o volante e o base. O volante executa os equilíbrios e os mortais e o base sustenta os equilíbrios e lançamentos do volante partindo de posições diferentes.
    • Nos Trios temos o volante, o intermediário e o base. O volante executa os equilíbrios e os mortais, o intermediário sustenta o volante junto com o base nos equilíbrios e ajuda o base a lançar o volante nos mortais. Os intermédios também podem atuar junto com o base auxiliando-o, passa neste caso a ser “base” também.
    • No Quarteto temos um volante, dois intermediários e o base, O volante executa os equilíbrios e os mortais, os intermediários sustentam o volante junto com o base nos equilíbrios e ajudam o base a lançar o volante nos mortais. O intermediário também pode ser lançado para um mortal junto com o volante.
    • Nos pares mistos, o base é o elemento masculino e o volante é o elemento feminino.
    • Nos trios todos os elementos são femininos.
    • Nos quartetos todos os elementos são masculinos.
    (*) Rotina = sequência de movimentos e exercícios apresentados em um determinado espaço de tempo. 

    Exige muita concentração, força, equilíbrio, postura e trabalho em equipe, além de muito respeito pelo colega. 
    Vamos tentar?